sábado, 9 de maio de 2026

Ibaretama completa 38 anos de emancipação política e administrativa

 IBARETAMA, 38 ANOS: O SERTÃO QUE FLORESCE EM FORMA DE POVO

Por um filho da terra;

Oito de maio. O calendário marca mais um ano, mas o chão de Ibaretama sente diferente. São 38 anos de emancipação política e administrativa, 38 anos que este pedaço de Ceará decidiu caminhar com as próprias pernas, escrever a própria história e ser dono do próprio destino.

Ibaretama não nasceu pronta. Nasceu do barro, da lida, do suor que escorre do rosto do agricultor quando o sol racha o meio-dia. Nasceu da reza de mãe, do aboio do vaqueiro, do giz da professora e da enxada que teima em fazer brotar vida onde a seca diz que não dá.

O maior patrimônio de Ibaretama tem nome: ibaretamense

É o povo que não espera a chuva cair pra plantar esperança. É a juventude que sai pra estudar fora e volta pra devolver conhecimento. É o comerciante que abre a porta cedo, é o moto-táxi que corta a poeira, é a rezadeira, o poeta, o sanfoneiro que anima a feira de sábado. Gente que, mesmo quando a vida aperta, não perde o riso largo nem a fé na Padroeira.

Em 38 anos, as conquistas têm endereço:

Tem escola que formou doutor, tem posto de saúde que acolheu vida, tem estrada que encurtou distância, tem energia que acendeu a noite na zona rural. Teve prefeito que acertou, teve gestão que tropeçou, mas teve povo que nunca desistiu de cobrar, participar e sonhar junto. Ibaretama aprendeu que cidade não se faz só com obra de cimento. Se faz com obra de gente.

Hoje, aos 38, Ibaretama é moça feita. Já não é mais o distrito que dependia de Quixadá pra tudo. Tem CPF próprio, tem orçamento, tem Câmara, tem voz. E essa voz fala de futuro.

E que futuro Ibaretama merece?

Merece água na torneira e na roça. Merece emprego pro filho da terra não precisar arrumar mala. Merece escola que prepare pro mundo sem tirar o pé do sertão. Merece hospital que cuide, cultura que valorize o forró, o reisado, o vaqueiro compositor que sonha subir no palco. Merece juventude que não precise escolher entre o amor pela terra e o pão na mesa.

O futuro próspero não cai do céu. Se planta. E Ibaretama tem solo fértil pra isso: se chama união. Quando o agricultor, o professor, o prefeito e o comerciante sentam na mesma mesa, o município anda. Quando a política deixa de ser briga e vira ponte, o povo colhe.

Que os 38 anos não sejam só bolo e vela. Que sejam compromisso. Que cada ibaretamense, do mais novo ao mais vivido, se pergunte: o que eu posso fazer pela minha terra hoje?

Ibaretama é prova viva de que o sertão não é lugar de despedida. É lugar de recomeço. É ventre que pare homem e mulher valente, que tira verso da dificuldade e faz da resistência um hino.

Parabéns, Ibaretama.  

Pelos 38 anos de teimosia bonita.  

Que os próximos 38 sejam de fartura, de justiça, de forró na praça e de orgulho no peito de quem diz: “Sou de Ibaretama, sim senhor”.

Porque cidade só é grande quando o povo é gigante. E de grandeza, o ibaretamense entende. 

Viva Ibaretama.

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