segunda-feira, 6 de abril de 2020

EDUCAÇÃO: Sindicato e entidades estudantis são contra decisão de aulas à distância na UFC

Conselho Universitário aprovou ensino à distância no período da quarentena

Por Francisco Barbosa

O Conselho Universitário (Consuni), em reunião realizada no dia 30 de março aprovou resolução onde, durante o período de quarentena, não haverá suspenção das atividades realizadas dentro do calendário universitário da Universidade Federal do Ceará (UFC). Mas, nesse período, a aulas presenciais serão substituídas por atividades remotas. A decisão não foi bem aceita por grande parte da comunidade universitária. As atividades presenciais seguem suspensas até o dia 9 de abril. 
O presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc-Sindicato) e professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFC, Bruno Rocha, afirma que uma das preocupações da decisão é que nem todos os estudantes nesse período vão ter condições e recursos pra fazer as aulas online ou participar dessas aulas. “Não só recursos tecnológicos, mas também condições psicológicas, uma vez que muitos deles estão cuidando dos seus pais, avós, estão tendo contato com outros familiares e estão precisando dedicar mais tempo a sua família nesse período de distanciamento social”.
Douglas de Araújo, secretário geral do DCE e militante do Levante Popular da Juventude informa que o DCE é contra a decisão tomada pelo Consuni. “Elaboramos um documento, com participação de mais de 40 entidades de representação estudantil dos cursos da UFC, de medidas propositivas sobre o funcionamento da UFC durante a crise da covid-19, nele deixamos claro as implicações que essa medida tem na comunidade discente da UFC, e é inaceitável que os estudantes sejam prejudicados simplesmente porque não tem acesso à internet, não tem um notebook em casa e/ou estão com diversas problemáticas familiares em relação à própria doença, do coronavírus”.
Douglas de Araújo explica que após a medida muitos professores, mesmo os que já não estavam dando aula porque a direção do seu centro já havia decidido pela suspensão das aulas remotas, também estão seguindo orientação da reitoria. “Os próprios docentes não receberam o apoio mínimo e capacitação adequada para esta mudança brusca de aula presencial para o Ensino à Distância (EAD), até porque não se obtém isso de improviso e no auge da crise mundial da covid-19 que estamos vivenciando”.
Bruno Rocha explica que uma videoconferência simples não caracteriza um sistema de ensino a distância. De acordo com ele, há várias manifestações de outras universidades que explica que educação e ensino à distância não é a mesma coisa que uma atividade virtual ou uma videoconferência com os estudantes. “Envolve um planejamento muito mais profundo e, inclusive, envolve alterações dos projetos pedagógicos dos cursos presenciais, o que não foi feito, de forma alguma. Não há nenhuma normatização da UFC, nem das unidades acadêmicas pra esse trabalho, o que torna completamente irregular esse tipo de aula virtual, de atividade virtual em substituição às aulas presenciais”. 
Reunião do Consuni
Gabrielle Feitosa, da Associação de Pós-Graduandos da UFC, que ocupa uma das cadeiras do Consuni reservadas aos estudantes, esteve presente na reunião. Ela foi uma das participantes que votou contra a resolução que teve 23 votos a favor e 18 contra. De acordo com ela, a maior consequência da resolução ter saído da forma foi é que o Consuni acabou trazendo muitas indefinições em relação à condução da universidade dentro de um cenário único que estamos vivendo, no caso, de uma pandemia que gera muitas instabilidades nas vidas das pessoas. “Uma resolução que deveria vir para trazer uma calma a esse ambiente, gerir realmente um ambiente, o que a gente viu foi uma resolução que simplesmente dizia que práticas individuais eram permitidas diante de um coletivo da universidade”. Para ela, o atual reitor, que veio de um processo de intervenção do governo federal pegou e se utilizou de um discurso liberal, dizendo primar pelas liberdades individuais pra simplesmente apagar o coletivo, que é a comunidade universitária. 
Durante a reunião do Consuni também não ficou claro a forma como os professores irão organizar e passar seus conteúdos de forma remota, já que ficou decidido que cada ação seria de responsabilidade do professor. Para Bruno Rocha, “A resolução do Consuni não dá conta dessa definição e permite que exista várias formas de abordagem pelos professores sem o direcionamento institucional que é muito ruim pra instituição e para a qualidade do ensino”, afirma.
Edição: Monyse Ravena
Informações do Brasil de Fato | Fortaleza (CE) |
 

sábado, 4 de abril de 2020

Coronavírus: Ibaretama apresenta 07 casos suspeitos


De acordo com o Informe Diário da Prefeitura de Ibaretama, até este sábado, (04), são 07 (sete) os casos suspeitos no município.


"A recomendação ainda é ficar em casa, proteger os idosos, mas jovens, crianças e adultos que ficam ainda ocupando as ruas das cidades são vetores que podem levar para dentro de casa o que a quarentena buscar evitar. Procurem todos fazer a sua parte, o isolamento social é a melhor arma no combate a proliferação do COVID-19." 


NÚMEROS GERAIS: Um relatório do Ministério da Saúde divulgado ontem, sexta-feira (3) aponta que o Ceará pode estar em fase de transição de fase epidêmica do novo coronavírus, passando de transmissão localizada para aceleração descontrolada da pandemia.
De acordo com os dados do relatório, é preocupante a situação do Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas, considerando o Coeficiente de Incidência nacional de 4,3 casos por 100.000 habitantes. No Ceará, a incidência é de 6,3 casos para cada 100 mil habitantes.

Conforme a Secretaria Estadual do Ceará (Sesa), são 680 casos confirmados no Ceará até este sábado (4). O estado registra também 22 mortes, o terceiro maior número de óbitos no país.
A Prefeitura de Fortaleza informou na última quinta-feira (2) que mais de 50 bairros já registraram a incidência da infecção viral. Até agora, os 17 óbitos foram confirmados em 13 bairros, como Meireles, Cocó, Fátima e Conjunto Ceará. Em todo o Estado, foram contabilizados 22 óbitos.

De acordo com o Informe Diário da Secretaria de Saúde de Ibaretama, até este sábado, 04, o município possui o número de sete casos suspeitos.

"A recomendação ainda é ficar em casa, proteger os idosos, mas jovens, crianças e adultos que ficam ainda ocupando as ruas das cidades são vetores que podem levar para dentro de casa o que a quarentena buscar evitar. Procurem todos fazer a sua parte, o isolamento social é a melhor arma no combate a proliferação do COVID-19." 

Informações do G1 e da SMS de Ibaretama.


Eleições 2020: Ex-prefeita Núbia Cavalcante confirma apoio a Cauê Fonteles


A ex-prefeita de Ibaretama, Núbia Cavalcante, declarou apoio ao pré-candidato a prefeito, Cauê Fonteles

Núbia Cavalcante foi vereadora por dois mandatos, vice-prefeita e prefeita (interina) de Ibaretama. Na sua administração, Núbia Cavalcante foi considerada pela maioria da população uma boa gestora, mantendo os salários em dia e realizando ações nas áreas da educação, saúde e infraestrutura.

Nas eleições de 2016, a ex-prefeita Núbia Cavalcante lançou seu irmão, Rubens Cavalcante candidato a vereador, que obteve 384 votos tornando-se o primeiro suplente do legislativo.

Na manhã deste sábado, 04, em encontro com o jovem advogado, Cauê Fonteles, Núbia declarou apoio ao pré-candidato a prefeito e assinou sua filiação no MDB, confirmando sua posição política.

Na conversa, ficou definido que Núbia irá pautar sua atuação política na localidade dos Barreiros e região, fortalecendo o seu pré-candidato, Cauê.

Crédito: Assessoria do DEM de Ibaretama

Pautado na lei, que regulamenta o então direito de resposta disposto expressamente no artigo , inciso V, da Constituição Federal, o Blog do Georzito (BG) - Ibaretama na Rede, abre espaço para todos os pré-candidatos divulgarem suas matérias.

Eleições 2020 - Debate vai avançar: adiamento da eleição municipal entra, em maio, na agenda do TSE


Mudou o sentimento entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a hipótese de adiamento das eleições municipais. Se há um mês o assunto era rejeitado e fora de cogitação, agora, com o avanço da pandemia do coronavírus, a possibilidade de cancelamento do pleito de outubro passa a ser mais real. O adiamento da eleição de 2020 depende de uma mudança na Constituição Federal.

O Ministro Luís Roberto Barroso que, no próximo mês, assume o comando do TSE, admite que, em maio, será aberto o debate sobre uma possível mudança de data para escolha dos novos vereadores e prefeitos. A discussão avança na Câmara Federal e no Senado que já tem articulações, por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs), para a eleição ser cancelada.

O Ministro Luis Barroso destaca, em entrevista ao Jornal O Globo, que a saúde dos brasileiros está em primeiro lugar, manifesta simpatia a transferência do pleito para dezembro, se opõe a prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores – iniciativa que classifica como fraude, e discorda da proposta de coincidência das eleições em 2022 – Presidente da República, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Governador, Prefeito e Vereador.

ESCALADA DA COVID-19

A ideia sobre o adiamento das eleições municipais surgiu a partir das projeções do Ministério da Saúde que apontam para expansão do número de casos de coronavírus ao longo dos meses de abril, maio e junho. O indicativo do Ministério da Saúde é que, somente, em setembro, o País registrará uma queda mais acentuada na quantidade de pessoas infectadas pela Covid-19. Os defensores do adiamento da eleição querem os R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral para o combate à pandemia.

O primeiro turno da eleição está marcado para o dia 4 de outubro, mas, a partir do mês de abril, o calendário do TSE fica ainda mais intensificado e prevê eventos, datas e ações que exigem presença dos atores da corrida eleitoral – servidores da Justiça Eleitoral, advogados, prefeitos, militantes políticos, eleitores, vereadores, pré-candidatos e dirigentes partidários.

O TSE mantém esse calendário, mas algumas etapas – como, por exemplo, testes do software e do sistema operacional da urna eletrônica, foram adiados. Houve, como revela a reportagem do Jornal O Globo, suspensão do treinamento de 2 milhões de mesários. O mês de maio terá, também, datas a serem cumpridas pelos eleitores e, em muitos casos, com exigência de presença nas unidades da Justiça Eleitoral.

O encerramento do prazo, para regularização da biometria, é dia 6 de maio. Hoje, em Fortaleza, pelo menos, 370.000 eleitores estão impedidos de votar em 2020 porque deixaram de realizar a biometria. Se houver uma mobilização para atualização cadastral, as aglomerações serão inevitáveis, contrariando as recomendações das autoridades da saúde para o distanciamento social como medida para barrar a transmissão do coronavírus.

Sem esperar pelo TSE, deputados federais e senadores se anteciparam para propor, por meio de Propostas de Emendas à Constituição (PECs), o adiamento das eleições municipais. Um dos projetos é para o pleito ser realizado no mês de dezembro deste ano, enquanto outra proposta é para transferência da eleição para 2022.

ADIAMENTO, SEM MANDATO PRORROGADO

O TSE sentiu o aquecimento da discussão e o assunto deverá entrar, a partir de maio, na pauta de debates da Corte, quando surgiram projeções do Ministério da Saúde sobre a transmissão do coronavírus para o segundo semestre de 2020. 

‘’A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir’’, disse, em entrevista ao Jornal O Globo, o ministro Luís Roberto Barroso, para quem, na hipótese de mudança do calendário, o adiamento deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. ‘’Estamos falando de semanas, talvez dezembro’’, observou.

Barroso se opõe à prorrogação de mandatos por considerá-la violação à Constituição Federal.

‘’A ideia de prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores até 2022 não me parece boa. Do ponto de vista da democracia, a prorrogação frauda o mandato dado pelo eleitor, que era de quatro anos, e priva esse mesmo eleitor do direito de votar pela renovação dos dirigentes municipais. Se for inevitável adiar as eleições, o ideal é que elas sejam ainda este ano, para que não seja necessária a prorrogação de mandatos dos atuais pre feitos e vereadores’’, afirmou o ministro.

Outro ponto de discordância do ministro é quanto à realização de eleições gerais em 2022. 


‘’As eleições municipais deverão mobilizar 750 mil candidatos, cujas candidaturas precisam ser objeto de registro e que, em caso de impugnação, precisam ser decididas pela Justiça Eleitoral. Já é um número muito expressivo. Juntar a eles os questionamentos de registros de candidaturas à Presidência da República, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas significa criar imensas dificuldades para a administração do pleito pela Justiça Eleitoral. Um verdadeiro inferno gerencial’, avalia o ministro.

Com informações do Ceará Agora

Eleições 2020: Rubens Cavalcante, irmão de Núbia Cavalcante, é pré-candidato ao legislativo de Ibaretama no grupo de Elíria Queiroz


O grupo político da pré-candidata a prefeita Elíria Queiroz se fortalece com a adesão na região de Barreiros.
Os prazos para a Eleição municipal de 2020 foram todos mantidos pela Justiça Eleitoral, em consulta da imprensa ao TSE – Tribunal Superior Eleitoral, a presidente, Rosa Weber, descartou falar de adiamento de prazos e disse não ser tempo de discutir adiamento do pleito que está mantido até agora para o mês de outubro.

As composições municipais avançam no fechamento dos grupos que devem concorrer neste pleito. O prazo final para filiação ou mudança de partido ou domicilio eleitoral vence neste sábado, 04, e não deve ser estendido pela Justiça Eleitoral.

O Agricultor Rubens Cavalcante, reforçou o grupo Queiroz, Filho do ex-vereador Manoel Bernardo, mais votado no primeiro pleito de Ibaretama (88), tendo sido o primeiro vice-presidente da Câmara Municipal, Já falecido. O pré-candidato filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista – PDT.

Em 2016, Rubens obteve 384 votos, sendo primeiro suplente na conjuntura que elegeu o atual prefeito. 

Crédito: Assessoria do PDT de Ibaretama 

Pautado na lei, que regulamenta o então direito de resposta disposto expressamente no artigo , inciso V, da Constituição Federal, o Blog do Georzito (BG) - Ibaretama na Rede, abre espaço para todos os pré-candidatos divulgarem suas matérias.